Despótico, Despolítico, Despoético

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Preço: BRL 48.37

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Capa de Despótico, Despolítico, Despoético

Sinopse

Phillipe Sakai (1987) me foi apresentado pelo nosso amigo em comum, Thiago Hansen, como “alguém que eu precisava conhecer”. Bastaram duas palavras para entendermos a proximidade de nossos projetos artísticos e políticos (há diferença?) e começamos de imediato a publicar juntos semanalmente na Hecatombe Edições. Na coluna política “QuintasHeca”, possibilitadas pelo trabalho primoroso de nossa editora Débora Ribeiro, produzimos poesias e imagens de urgência sobre os acontecimentos abjetos em nosso país. Imagens e textos se juntam em sentido como ideogramas chineses — não podem ser pensados em separado, pois os desenhos não são meros apêndices decorativos do texto. O significado é criado no espaço entre. Em seus poemas, Phil trava as línguas dos leitores, como o país que tropeça em seus descaminhos, evoca imagens e imaginários, varia tecnicamente em estilos e recursos poéticos, usando eu-líricos improváveis, demonstrando sem exibicionismo grande erudição. A justaposição dessas diversidades cria um todo articulado em várias camadas. Assim também fiz com meus desenhos em nanquim, numa estética diretamente desenvolvida pela coluna semanal e que perfaz sentidos parciais que se ativam num todo, exigindo idas e voltas, páginas de um sketchbook. De nossas experimentações de quase dois anos de produção, Débora nos convidou para publicarmos este livro. Despótico, Despolítico, Despoético reúne elementos nervais e nervosos do nosso país em crise, de um ponto de vista irônico, que ri, mas que também chora, e que também ergue os punhos. De “pô, emas”, pastos, mi-mi-mis autoritários e contracheques escandalosos até a resistência dos expatriados, sobreviventes e lutadores, este livro é lançado como um molotov incendiário. Uma bomba. Mas uma bomba de versos, pois é com eles que Phil e eu nos armamos versus os “versus” daqueles que são contra. Nas fissuras que subvertem, um Brasil profundo aparece. Yuri Campagnaro

Gêneros: Poesia · Crítica Social · Modernismo